• Crónica das Honduras

    Nas Honduras os dias passam muito lentamente, e dão, assim, muito de si, mas ao mesmo tempo também passam muito rápido. A vida segue o seu passo e não se pára nem por nada. Os nossos dias aqui transcorrem assim:
    a) Em Horizontes, dando apoio escolar, acompanhando os meninos, fazendo pulseiras de lã, brincando e "simplesmente estando";
    b) Uma de nós vai a Lazos de Amistad, ao Kinder Emnanuel: trata-se de uma realidade diferente, que proporciona o contacto directo com as famílias das comunidades e os seus pequenotes;
    c) Em várias ocasiões acompanhamos o Ir. Goyo em várias atividades: recolher alimentos que são doados, ir distribuir esses alimentos a pessoas realmente muito necessitadas, mas ao mesmo tempo muito agradecidas, etc...
    Torna-se difícil, às vezes, aceitar a realidade que nos rodeia. As penas por que passa a sociedade hondurenha, onde a educação pode e deve ser melhorada, a saúde mete água por todos os lados, não há recursos económicos para as classes baixas, a violência é muita, tal como a corrupção. Impressiona a resignação desta gente com tão poucas opções para poder aspirar a condições de vida minimamente dignas.
    Porém há sempre pessoas e organizações que lutam para que essa desigualdade social não seja tão patente.
    É um privilégio ser testemunha dos projetos da ONGD SED, que ajudam os seus beneficiários, tal como o grande trabalho de Don Goyo, como todos lhe chamam aqui (quantas pessoas dependem dele!...). Como ele próprio diz: "aqui são os pobres que te evangelizam " e, de facto, apesar de tudo, as pessoas são felizes, sorriem e as suas palavras de agradecimento e as suas orações nascem do coração.
    Os meninos de Horizontes têm muita sorte com esta oportunidade que lhes oferece a vida: podem cobrir as suas necessidades básicas e estar com pessoas que as tratam dignamente e com carinho e que realizam com eles muitas atividades.
    A vida segue o seu passo, mas cada um de nós pode pôr um pequeno grão de areia para conseguir construir um mundo um pouco melhor.
     

    Carolina, Pilar y Eva
     

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